O projeto de recolha da toponímia tradicional volta entrar nas aulas do IES Poeta Díaz Castro de Guitiriz

O Galicia Nomeada volta a entrar nas salas de aula da IES Poeta Díaz Castro. Vicente Feijoo, coordenador técnico do projeto, visitou esta sexta-feira, 6 de fevereiro, este estabelecimento de ensino de Guitiriz com o objetivo de envolver a sua comunidade educativa nesta grande tarefa coletiva que reúne milhares de pessoas por toda a Galiza e dezenas de centros de ensino do país. 

Esta ação dinamizadora surgiu do Departamento de Geografia e História do próprio estabelecimento, através dos professores Jairo González e Fátima Castro. Estes contam com o apoio do Departamento de Língua e Literatura Galega, através da participação da professora Susana López. A intenção do corpo docente é envolver os alunos e alunas do 2.º ano do ESO na salvaguarda dos nomes das terras das suas aldeias e paróquias, uma vez que os familiares de muitos deles têm atualmente explorações agrícolas e pecuárias. O objetivo do professorado é valorizar os nomes do território em que vive o seu alumnado e que esta informação patrimonial e cultural acompanhe os rapazes e raparigas no seu percurso de formação académica ao longo dos próximos anos do ESO, sublinhando o importante papel que as novas gerações desempenham na sua conservação e divulgação.

Vicente Feijoo proporcionou-lhes, assim, um workshop prático que se prolongou pelas três últimas horas da jornada escolar. Após uma breve introdução sobre a importância da toponímia galega como património cultural imaterial e sobre o risco de desaparecer, o coordenador técnico do Seminário de Onomástica centrou-se nas funcionalidades da aplicação Galicia Nomeada: como adicionar um novo topónimo; como gravar para que fique registada a sua pronúncia; como acrescentar uma imagem ou um texto com a sua descrição, etc. 

De seguida, os alunos do estabelecimento puderam conhecer a origem dos nomes das paróquias e de muitos dos lugares onde vivem: desde o nome do concelho, Guitiriz, já atestado há mais de mil anos como Bitiriz e derivado de um nome pessoal germânico WITIRICUS; até ao antigo nome do município, Trasparga, que foi alterado para o atual em 1945. Este topónimo faz referência ao território que fica ‘atrás do rio Parga’. Ficaram também a saber que o Parga é um hidrónimo que, segundo Edelmiro Bascuas, deriva de uma raiz indo-europeia *PER- com o significado de 'atravessar, fazer atravessar’.

Como culminar desta sessão, e dada a boa predisposição do alumnado, Vicente Feijoo dedicou a última hora da jornada a que os rapazes e raparigas demonstrassem os seus conhecimentos de léxico e toponímia galega: através de um jogo baseado no recurso Atopando Compostela, as crianças deram asas ao seu instinto competitivo, respondendo em grupos a diferentes questões sobre topónimos comuns a todo o território galego. Esta última atividade didática permitiu ao alumnado ampliar os seus conhecimentos sobre o vocabulário da nossa língua e sobre questões históricas e culturais através dos nomes de lugar.

Desde o Galicia Nomeada agradecemos particularmente o interesse dos professores Fátima e Jairo em associarem-se, pela segunda vez, a este projeto com o seu alumnado. Incentivamos também os restantes alunos e alunas deste instituto a participarem no projeto e convidamos os restantes centros de ensino do país a entrarem em contacto connosco para desenvolver esta interessante atividade lúdica e didática.  
 

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