O projeto antigo: PTG

Metodologia

A metodologia de trabalho utilizada por este projeto é a que a seguir se descreve em 8 fases. Em linhas gerais, este método, criado ex professo para este projeto, estava baseado em inquéritos orais in loco com informantes nativos de cada aldeia, e, se possível, os de mais idade. A unidade territorial de atuação era habitualmente a paróquia e o concelho. Os técnicos de campo situavam os topónimos em fotografias aéreas impressas em papel para a sua posterior georreferenciação em gabinete com pessoal experiente em programas de tratamento de informação geográfica. Estes nomes eram introduzidos numa base de dados, registando as suas características linguísticas e geográficas, que era supervisionada pela Subcomissão de Estudos da Comissão de Toponímia, órgão integrado por especialistas nesta questão que propunham uma forma escrita normalizada para cada microtopónimo. Uma vez feita a exposição pública dos mapas toponímicos nos próprios concelhos ou nas paróquias para que os vizinhos e vizinhas fizessem as alterações que entendessem necessárias ou para completarem e enriquecerem os mapas com novos nomes, a finalidade última de todos estes processos era e continua a ser a elaboração de um banco de topónimos único, normalizado e georreferenciado, que sirva de referência para o mundo da investigação e da gestão do território galego, graças à divulgação na rede de toda essa informação.

Do ponto de vista metodológico, o projeto desenvolvia-se em 8 fases:

A partir de 2019 começa a ser implementado um novo método adaptado à nova aplicação colaborativa online que irá simplificar alguns dos processos por que passavam os topónimos desde o seu registo em campo até a sua publicação na rede com o sistema original. A nova app permite otimizar tempo, recursos materiais e humanos e reduz as várias fases de trabalho acima referidas basicamente a duas:

  1. A pessoa, associação ou organismo colaborador irá tratar do trabalho de campo geolocalizando os nomes através dos seus dispositivos móveis ou do computador que tiver em casa. O contraste e a verificação das informações terão lugar, primeiramente, através de um fórum em que será permitida a participação de todos os vizinhos que o desejarem.

  2. Posteriormente, será a vez de os especialistas em toponímia da RAG intervirem para normativizar esses topónimos com vista à sua consolidação na base de dados e publicação neste portal da Toponímia da Galiza. Finalmente, poderão ser consultados através do «localizador de topónimos».

No separador Colaboreestá disponível um manual pormenorizado com as funcionalidades da nova aplicação bem como com as orientações para introduzir nela os topónimos juntamente com a informação gráfica e documental associada a eles. No que respeita ao trabalho de campo, os principios expostos na fase 2 continuam igualmente válidos e eficazes para realizar os inquéritos toponímicos em campo com as pessoas idosas possuidoras do conhecimento da toponímia viva.

Desde o ano 2017 até à atualidade, no âmbito de aplicação do Programa de Cooperação Interreg V Espanha – Portugal (POCTEP 2014-2020) em desenvolvimento do plano de trabalho do projeto 0358 GEOARPAD «Património cultural da Eurorregião Galiza-Norte de Portugal", a Secretaria-Geral de Política Linguística em parceria com a Real Academia Galega estão a oferecer palestras informativas ao abrigo do programa "Toponimízate" para dar a conhecer os trabalhos que se estão a realizar para a normalização da toponímia e, assim mesmo, para a elaboração de conteúdos informativos da app colaborativa online "Galicia Nomeada".

As referidas sessões informativas foram muito bem acolhidas nos mais de 45 concelhos que as receberam e está previsto continuar com esta linha de ação para promover um maior conhecimento da riqueza da toponímia galega como referente do nosso património imaterial.